Grãomelete de ervas e “queijo”

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A primeira vez que ouvi falar em grãomelete foi neste post do Papacapim e já na altura fiquei muito curiosa, mas demorei uns bons tempos até experimentar. A receita da Sandra é mais elaborada mas não deixem de experimentar.

Agora, para uma versão simplificada e bem rápida de preparar, o que eu faço é usar só o grão demolhado e a água. Os temperos são a gosto mas a  minha versão preferida de omelete, sempre foi com mistura de ervas frescas e recheada de queijo. Agora posso recriar esta receita numa versão 100% vegetal – omelete sem ovos e queijo sem leite! É sucesso garantido!

A receita é super rápida de fazer, tal como qualquer omelete. A única diferença é que temos de nos lembrar umas 12 horas antes, para pormos o grão a demolhar. Assim, se quiserem fazer para o jantar, basta deixar o grão a demolhar de manha. Na hora de fazer, vão precisar de mais de 15 minutos para terem a omelete pronta.

A curcuma (também chamada açafrão-das-indicas ou tumérico, além de conferir a cor amarela típica das omeletes, é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório e é um óptimo aliado na prevenção e combate à diabetes, alergias, artrite e vários tipos de cancro. Vários estudos têm demonstrado os poderes desta “prima” do gengibre. Hoje já é relativamente fácil encontrar a raiz de curcuma fresca à venda, sobretudo em supermercados biológico. Na sua falta, podem usar a versão em pó, de preferência de origem biológica.

Eu gosto de acompanhar com uma salada verde ou com arroz de tomate. A versão sem queijo também é uma óptima alternativa para piqueniques ou para sandes porque fica igualmente boa fria.

Uma chávena de grão dá para duas omeletes médias. Podem aumentar ou reduzir a quantidade, respeitando sempre a proporcionalidade: 1 medida de grão seco para uma de água.

  • 1 chávena de grão-de-bico seco
  • 1 chávena de água
  • 1 chávena (ou menos) de ervas aromáticas frescas picadas (gosto de usar mistura de coentros, salsa e coentros, mas podem usar outras que prefiram)
  • 2 fatias de “queijo” vegetal (uso violife natural)
  • 1 pedaço de cerca de 1,5 cm de curcuma fresca (ou 1 colher de café de açafrão das índias em pó)
  • 1 pitada de pimenta branca ou preta
  • 1 pitada de sal
  • 1 fio de azeite

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  1. Demolhe o grão durante cerca de 12 horas e descarte a água.
  2. Num liquidificador, junte o grão escorrido com 1 chávena de água fresca, o sal e a curcuma e triture até ficar bem homogéneo. Tenha paciência porque, mesmo num bom triturador, vai demorar um pouco.
  3. Quando estiver bem triturado, tempere com pimenta e junte as ervas picadas e mexa gentilmente para não as amassar
  4. Aqueça uma frigideira média com um fiozinho de azeite. Junte a massa de grão de modo a cobrir todo o fundo e ficar com uma espessura de panqueca.
  5. Deixe cozinhar em lume brando, de preferência com tampa, cerca de 10 minutos.
  6. Com a ajuda de uma espátula, transfira a grãomelete para um prato raso e depois volte a colocar na frigideira de modo a que o lado que estava para cima, fique agora para baixo.
  7. Volte a tapar a frigideira e deixe mais uns dois minutos.
  8. Cubra metade da grãomelete com o queijo e dobre a outra metade. deixe mais uns minutos, só até derreter o queijo.
  9. Sirva de imediato.

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cevadotto de shitake e alho francês

 

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As primeiras vezes que fiz cevada cá em casa, não teve muito sucesso, mas como nestas coisas sou teimosa e como queria muito alargar o rol de cereais habituais, insisti e finalmente tive consegui que a cevada tivesse mesmo direito a ser jantar de sábado!
Embora seja comum o cultivo de cevada em Portugal, quase sempre se destina à produção de malte, para cerveja. Não temos muito o hábito de consumir a cevada em grão, o que é uma pena, porque este cereal é extremamente rico em vitaminas e minerais. É óptima para o desenvolvimento cognitivo e também para o bom funcionamento do intestino. Consta ainda que, por ser rica em anti-oxidantes, ajuda a prevenir o envelhecimento da pele!

O cevadotto (com cevada) fica ainda mais cremoso do que o risotto (com arroz), pelo menos quando a cevada é cozida na panela de pressão (nunca fiz de outra forma). Quando bem cozidos,  os grão de cevada criam uma goma que os torna perfeitos para este tipo de receita. Da maneira como faço, os grãos ficam bastante húmidos mas não sobra liquido na panela de pressão, por isso é só tirar às colheradas como está. Caso tenham água a mais, aproveitem-na para juntar ao caldo e não a desperdicem.

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  • 2 chávenas de cevada (em grão)
  • 150g de cogumelos shitake
  • 1 alho francês (parte branca)
  • 600 ml de caldo de legumes
  • 2 cálices de vinho branco (opcpinal)
  • tomilho q.b.
  • 1 fio de azeite
  • 1pitada de sal
  • “queijo” tipo permesão (vegan) q.b. (usei violife)

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  1. Demolhe a cevada por cerca de 10 horas ou mais.
  2. Coza a cevada com 4 medidas de água, temperada com uma pitada de sal, durante 30 minutos na panela de pressão (ou no mínimo 75 numa panela normal).
  3. Corte o alho francês às rodelas e os cogumelos em laminas largas.
  4. Leve ao lume o alho francês com um fio de azeite e quando estiver mole, acrescente os cogumelos shitake e deixe saltear.
  5. Refresque os cogumelos com um dos cálices de vinho e junte o outro ao caldo de legumes (que deve estar bem quente).
  6. Junte a cevada ao tacho dos legumes e mexa bem.
  7. Vá juntado conchas de caldo até usar todo e ter uma consistência cremosa. Deixe desaparecer quase todo o liquido do tacho antes de adicionar a concha seguinte.
  8. Tempere com uma pitada de sal (se o caldo já tiver sal, prove primeiro) e com uma pitada de tomilho.
  9. Quando desligar o lume polvilhe com o “queijo” tipo parmesão (vegan) ralado e misture para ficar derretido.
    Se preferir, acrescente também um pouco de “queijo” ralado no prato, assim que servir.Nota: Se sobrar, ao reaquecer, junte um pouco de água ou caldo.

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Quinoa Primavera Cremosa

Quando descobri a quinoa, fiquei grande fã, porque além de ser um alimento super completo em proteínas e aminoácidos, é bastante versátil e muito simples de cozinhar. Entretanto li um pouco sobre como o aumento do consumo mundial deste pseudo-cereal fez triplicar o seu preço, tornado-a de difícil acesso aos povos dos seus países de origem, Bolívia e Peru, onde é consumida há milhares de anos. Como me preocupo com a origem e o impacto ambiental e económico da comida que ponho no prato,diminui consideravelmente o seu consumo e passou a ser daquelas coisas só para muito de vez em quando. De qualquer modo, acredito que, com uma alimentação rica e variada, não precisamos de ir muito longe para preencher as nossas necessidades nutricionais. Claro que, num mundo globalizado, é difícil consumir só produtos locais. Os produtos exóticos são tentadores e estão ao nosso dispor em qualquer supermercado. Neste tema, penso que o melhor será optar pela moderação. Pelo menos, é o que tento fazer. A  fruta e os vegetais do dia-a-dia são os de época e, de preferência, produzidos bem pertinho. Mas, de vez em quando, gosto de comprar alguma coisa diferente, uma tropical e… 250g de quinoa!

A quinoa primavera é uma receita muito simples e que podemos variar com os legumes que tivermos à mão ou gostarmos mais. A leguminosa também é opcional. Eu gosto de incluir porque assim fica uma refeição mais completa e saciante. O toque especial nesta receia é dado pelo queijo-creme que a torna cremosa e com um sabor extraoridinario.  Usei o queijo da marca Violife que é assim, inacreditavelmente bom! A quinoa primavera pode perfeitamente ser feita sem este extra e também fica deliciosa, mas não é a mesma coisa!

  • 1 chávena de quinoa
  • 2 chávenas de água
  • 1 dente de alho
  • 1 cebola
  • 1 cenoura
  • 1 chávena de ervilhas cozidas
  • 1 chávena de milho-doce cozido
  • ½ pimento vermelho
  • 1 chávena de grão-de-bico cozido
  • Meio limão (ou só a casca)
  • 1 dente de alho
  • Azeite q.b.
  • Folhas de manjericão q.b.
  • 2 colheres de sopa de queijo-creme (vegan)
  1. Lave muito bem a quinoa, num coador de rede fina, com água corrente ou em várias águas.
  2. Leve ao lume com o dobro da água, temperada com sal e uma casca de limão (ou mesmo meio limão espremido). Deixe cozer cerca de 15 minutos.
  3. Entretanto, pique a cebola e o alho e corte a cenoura e os pimentos aos cubos pequenos.
  4. Num wok ou tacho largo, aqueça um fio de azeite com o alho e deixe estalar. Junte a cebola, a cenoura e o pimento.
  5. Tempere com uma pitada de sal.
  6. Quando a cebola estiver transparente, junte o milho, as ervilhas e o grão.
  7. Finalmente, junte a quinoa, envolva tudo bem.
  8. Pique as folhas de manjericão e, numa taça, misture com o queijo-creme e uma colher de sopa de azeite.
  9. Junte o queijo creme e, mesmo antes de desligar o lume, envolva bem o queijo na quinoa até ficar totalmente derretido.

Nota: pode substituir o manjericão por coentros ou hortelã.

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mousse de aveia com psyllium husk

Esta mousse aconteceu por acaso, a partir de um batido que levou menos água do que devia. Há 5 anos a minha tia passou-me uma receita de um batido que viu no programa do dr Oz para eu beber sobretudo enquanto recuperava de uma cirurgia que fiz na altura. A verdade é que esse ficou, durante os anos seguintes o meu pequeno-almoço mais habitual.

A receita era simples: banana, mirtilos, maca, sementes de linhaça e leite de amêndoa. O leite de amêndoa substitui desde o início por água mais um punhado de frutos secos. O resto fui fazendo assim durante muito tempo. Mais tarde comecei a fazer algumas variações, sobretudo no tipo de fruta, acrescentando aveia e, numa altura em que não tinha maca, experimentei substituir por pó de se cascas de sementes de psílio (psyllium husk), que tinha comprado para uma receita de pão sem glúten. Psyllium husk são as cascas das sementes do psílio (plantago pvata), uma planta nativa da Índia e do Paquistão. As cascas destas sementes são higroscópicas, o que lhes permite expandirem e tornar-se mucilaginosas. Quer isto dizer, ao ser hidratado, este pó vai formar uma goma espessa. É por isso que é muitas vezes usado nas receitas de massas sem glúten, já que ajuda a dar a liga que normalmente se obtém com o glúten. Nesta mousse de aveia, vai também dar-lhe uma consistência cremosa e alguma firmeza.

Além destas propriedades físicas, que o tornam um ingrediente prático em alguns casos (como no caso desta mousse de banana), o psyllium husk é uma poderosa fonte de fibras solúveis, que atuam como laxante natural e ajudam a manter a saúde dos intestinos. É também um bom amigo para quem quer perder peso, já que aumenta a sensação de saciedade e ajuda a reduzir o apetite, sem qualquer efeito colateral, ao contrário da maioria dos suplementos vendidos para este efeito.

Se ainda não conhecia o psyllium husk, aproveite esta receita para experimentar! Depois de perceber o “comportamento”, é fácil usa-lo em várias receitas.

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  • 2 c. de sopa de flocos de aveia
  • 1 banana pequena
  • 1 c. de sopa de linhaça
  • 1/2 de sopa de psyllium husk
  • 5 nozes de macadâmia
  • 15 mirtilos (usei desidratados)
  • 1 copo de água

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  1. Colocar todos os ingredientes, excepto a banana, no copo do liquidificador e deixei repousar uns 5 minutos.
  2. Juntar a banana e triturar até obter uma pasta homogénea.

Nota: Experimente variar os ingredientes e sirva com toppings a seu gosto, como coco ralado, sementes ou fruta fresca.

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papas de aveia com cacau e framboesas

Papas de aveia com cacau são o meu mais recente vício. Os pequenos-almoços deste inverno foram variando entre sopa (sopa, sopa, não é nenhuma sopa especial de pequeno-almoço) papas de aveia e panquecas ao fim-de-semana. Mas desde que descobri estas papas de aveia com cacau e, sobretudo, desde que experimentei fazê-las na bimby, este tem sido o preferido. Nunca tinha feito papas de aveia na bimby porque achava que não compensava estar a sujar o copo… até porque, tenho um mini tachinho/tijela que comprei especificamente para as papas (e também uso para a sopa), do tamanho ideal para uma dose. Mas a verdade é que não dá para resistir! As papas na bimby (e nas suas primas, claro) ficam tão, mas tão boas cremosas, que valem todo o esforço de rapar o copo com um salazar para conseguir tirar a papa que fica no fundo, e de o lavar todas as manhãs. Como é obvio, esta receita pode perfeitamente ser feita no fogão, mas se tiverem uma maquineta, não deixem de experimentar!
A primeira vez que juntei framboesas às papas com cacau não estava muito certa de que fosse gostar. Não pela combinação de sabores, que essa já sabemos que resulta sempre. O meu receio era de não gostar das framboesas quentes. Mas ainda bem que arrisquei! Ficam ma-ra-vi-lho-sas! Claro que, se não tiverem ou não quiserem juntar as framboesas, podem-se ficar só pelo cacau e garanto-vos que já terão um pequeno-almoço bem guloso!

Eu costumo misturar leite vegetal e água porque me parece que ficam mais equilibradas em termos de sabor e de consistência, mas podem usar só leite ou mesmo só água, dependendo do vosso gosto. Só com leite, ficam mais densas e só com água ficam mais… aguadas! 😀

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  • 1 tâmara (sem caroço)
  • 5 colheres de sopa de flocos aveia (50g)
  • 200 ml de leite vegetal (170g) (costumo usar leite de arroz)
  • 50 ml de água (50g)
  • 1 colher de sopa de cacau em pó
  • 1 punhado de framboesas (frescas ou congeladas)
  • coco ralado q.b.

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  1.  Comece por picar a tâmara em pedaços bem pequeninos (bimby, 10 segundos, vel. 6)
  2. Num tacho (ou no copo da bimby) junte a tâmara picada, o leite, a água, o cacau e os flocos de aveia.
  3. leve ao lume muito brando e deixe cozinhar, mexendo frequentemente até as papas ficarem cremosas (bimby, 90º 8 minutos, vel.1, Inverso)
  4. Finalmente junte as framboesas. Reserve algumas para servir cruas. leve novamente ao lume brando,  mexendo sempre durante 1 minutos ou até as framboesas amolecerem (bimby, 1 minuto,  90º, vel. 1, Inverso).
  5. Sirva as papas bem quentinhas, polvilhadas com o coco ralado e com as framboesas reservadas.

migas “fingidas” de grelos e quinoa

As migas são diferentes em todo o lado. Isso aprendi eu por experiência própria, em restaurantes por este Portugal afora! Era sempre com grande expectativa que aguardava o meu prato de migas, porque nunca sabia o que me ia calhar. Agora, como faço várias perguntas antes de pedir comida nos restaurantes, isso já não costuma acontecer…

De um modo geral, todos os pratos de migas têm dois elemento em comum: alho e pão. O tipo de pão é que pode variar, mas todas as migas que eu comi tinham pão (sei que há de batata, mas essas nunca me calharam).

Em casa também faço muitas vezes migas. Ou estas (normalmente com pão) ou de feijão frade, broa e couve. Quer umas, quer outras, são muito práticas e rápidas de fazer (desde que tenhamos o feijão já cozido) e dá para termos os elementos previamente feitos (podem ser congelados) e juntar tudo no wok na hora de servir.

Estas têm a particularidade de não terem pão mas sim quinoa, no seu lugar. É uma óptima alternativa, sobretudo para quem quer cortar no pão ou prefere uma opção sem glúten.

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  • 200g de grelos (já arranjados)
  • 2 chávenas de feijão branco cozido
  • 1 chávena de quinoa
  • 2 dentes de alho
  • água q.b. (aproveite a água de cozer os grelos)
  • 1 bom fio de azeite
  • sal q.b.
  1. Comece por lavar muito bem a quinoa, num coador de rede fina ou em várias águas.
  2. Coza a quinoa com 2 chávenas de água e uma pitada de sal, durante 20 minutos.
  3. Noutro tacho, leve os grelos a cozer em água fervente, durante 7 a 10 minutos.
  4. Pique os dentes de alho e leve-os a estalar com um fio de azeite. Junte o feijão branco cozido e mal escorrido.
  5. Deixe aquecer o feijão, mexendo sempre, antes de juntar os grelos já cozidos.
  6. Finalmente, junte a quinoa cozida e 1a 2 chávenas de água (de preferência, a de cozer os grelos).
  7. Vá mexendo de modo a ficar tudo bem misturado e até ter a consistência desejada. As migas não devem ficar em papa, mas todos os ingredientes devem estar todos bem ligados.

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mac & “cheese” de batata-doce e caju

Um molho de “queijo” para massa vegan e saudável e ainda por cima bom? Juro que é possível.

Mac & cheese, massa com queijo, para falar português, foi dos últimos pratos não vegan que fiz e que comi e foi também dos primeiros que procurei veganizar. Mas o meu mac & cheese era sempre no forno, tanto o vegan como o original. Este foi o primeiro que fiz sem ir ao forno e da primeira vez que o fiz, duvidei bastante do resultado final. Depois de cozer os legumes, parece que vamos comer massa com sopa. Mas não não há o que temer: a levedura e os cajus mudam tudo!

O sabor a queijo é dado pela levedura nutricional que, felizmente, já se consegue encontrar com alguma facilidade em Portugal. Durante muito tempo em todas as receitas que tinham levedura nutricional (nutricional yeast), substituía por levedura de cerveja. Pode fazer o mesmo nesta, mas nem o sabor nem as propriedades nutricionais são tão boas. Pode ver aqui uma explicação sobre as duas. A levedura nutricional, de seu nome original Saccharomyces cerevisiae, não é mais do que um fungo, bastante rico em proteínas e aminoácidos essenciais e vitaminas. Por ser muito procurada por quem não consome produtos de origem animal, e muitas vezes enriquecida com a famosa vitamina  B12. Na cozinha vegana é usada muitas vezes para imitar o sabor a queijo em inúmeras receitas. Fica muito bem polvilhada em cima de quase tudo!

Em relação à massa, cada um escolhe a que quer. Eu, neste caso, opto mesmo pela velha (e boa) massa de trigo (branca). Eu sei que há outras mais saudáveis e tal, mas não há massa integral nem de outros cereais que me seja tão “massa”, sobretudo quando se quer que a massa “agarre” bem o molho. Pelo menos, sei que não sou a única! Independentemente do tipo de massa que escolher, prefira formato tipo cotovelo ou macarrão já que são estes os que melhor retêm este tipo de molho.

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1 batata-doce média

1 cebola média

1 dente de alho

2 cenouras médias

2/3 de chávena de cajus

1/3 de chávena de levedura nutricional

1 fio de azeite (opcional – ver passo 3)

2 chávenas de água (mais a necessária para cozer a massa)

1 pitada de sal

1 c. de café de pimenta de caiena

1  c. de chá de mostarda de dijon

1 pitada de curcuma ralada (ou açafrão das índias em pó)

Cebolinho picados para finalizar, q.b. (opcional)

500g de massa tipo cotovelos (ou semelhante), da sua preferência.

 

  1. Comece por colocar os cajus a demolhar (devem demolhar, de preferência meia hora).
  2. Descasque as batatas, a cebola, as cenouras e o alho. Corte em cubos grosseiros.
  3. Num tacho (ou no processador que coze e tritura ;-)) coloque os legumes com um fio de azeite. Deve ao lume e deixe saltear um pouco (bimby, 5 minutos, 100o, vel.1). Este passo é opcional, mas faz diferença no resultado final, em termos de sabor.
  4. Junte 2 chávenas e deixe os legumes cozerem por cerca de 15 minutos (bimby, 5 minutos, 100o, vel.1).
  5. Entretanto coza a massa conforme as instruções do pacote.
  6. Triture tudo com a varinha mágica ou no liquidificar (bimby, 30 segundos, vel. 7)
  7. Junte os cajus (escorridos), a levedura nutricional e os temperos. Volte a triturar até obter uma mistura bem cremosa e homogénea (bimby, 30 segundos vel 8 + 10 segundos vel. 10).
  8. Escorra a massa e misture o molho.
  9. Sirva de imediato salpicado com o cebolinho.

Nota: Esta quantidade de molho dá para cerca de 500g de massa, servindo cerca de 6 pessoas. No entanto, pode ser perfeitamente congelado em doses individuas (ou na quantidade que preferir) e na hora de comer é só descongelar e aquecer o molho e cozer a massaimg_1173

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salada de grão e beldroegas com pêssego

 

Fiz esta salada já no início de Agosto mas como, felizmente, este Verão continua no pico e continua a época dos tomates e das beldroegas, ainda vão bem a tempo de experimentar este prato fresquinho e colorido.

Para quem não conhece, as beldroegas são ervas geralmente chamadas daninhas mas que, na verdade, são super ervas: muito ricas em ómega 3, vitaminas a, b e c e minerais. O facto de serem ervas “daninhas” neste caso é uma vantagem. Não precisam de ser cultivadas porque crescem espontaneamente e não dão trabalho nem despesa. Para quem não tem acesso a terras cultivadas, pode encontra-las em lojas de produtos biológicos e alguns supermercados.

Só as provei pela primeira vez no ano passado. Como não tinha a certeza se as sabia identificar, guardei uma fotografia da Internet no telemóvel e fui procurá-las na horta da minha mãe. Percebi que são a coisa mais fácil de encontrar no verão, nos campos cultivados: há em por todo o lado e crescem desalmadamente!

Para quem, como eu, as colhe da terra, tenho de avisar que dão um bocado de trabalho a preparar e lavar porque as folhas são miudinhas e ficam muito junto à terra. Cada vez que trago um molho de beldoregas para casa, já sei que vou ter uma grande empreitada com a barriga encostada na banca. Mas depois de tudo arranjado, acho sempre que valeu a pena o sacrifício! Uso-as em sopas, saladas, estufados e salteados… são umas ervinhas muito versáteis!

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  •  3 chávenas (cerca de 400g) de grão cozido e escorrido
  • 3 chávenas (cerca de 75g) de beldroegas  (folhas e caule tenros)
  • 200 de tomates maduros (do tipos que preferirem)
  • 1/2 chávena de sementes de abóbora
  • 2 pêssegos (podem ser substituídos por outra fruta.
  • Folhas de manjericão q.b.

 

para o vinagrete

  • 1 punhado de folhas de manjericão (ou hortelã)
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1/2 limão (só o sumo)
  • 1 pitada de flor de sal

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  1. Escolha e lave bem as beldoregas.
  2. Lave os pêssegos e os tomates e corte-os em pedaços
  3. Numa saladeira ou taça grande, junte o grão, os pêssegos, as beldroegas e as sementes de abóbora e o manjericão.
  4. Regue com o vinagrete e mexa delicadamente

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  1. Com uma tesoura, corte as folhas de manjericão em tiras bem fininhas.
  2. Junte todos os ingredientes num frasco, coloque a tampa e agite bem!

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Bolonhesa de lentilhas e trigo-sarraceno

Cá em casa somos muito fãs de bolonhesas e, mais ainda de lentilhas. Bolonhesa de lentilhas é um prato habitué . Sirvo-as com puré, com arroz, com massa e, quando tenho courgetes frescas, gosto muito de as servir com o esparguete de courgete. Mas achava que faltava ali um elemento para o prato ficar mais completo… Não sei como me lembrei disto, mas comecei a juntar trigo-sarraceno às lentilhas! E não é que fica para lá de bom? A bolonhesa fica com uma textura melhor e o prato fica bem mais nutritivo!

O trigo-sarraceno, ao contrário do que diz o nome, não é trigo. Nem sequer é um cereal. Na verdade, ele é uma semente e é classificado como pseudo-cereal uma vez que se cozinha e tem a aparência de um cereal. Sendo isento de glúten, é um grande amigo de quem é alérgico  ou intolerante a esta proteína.  Pode ser usado como se fosse um arroz, pode ser transformando em farinha ou em papa (como a aveia).

Uma das principais características do trigo-sarraceno é a sua capacidade de diminuir o mau colesterol e favorecer o bom! Além disso, ajuda também a proteger o sistema cardio-vascular e a prevenir diabetes. O melhor de tudo, é que é muito prático de cozinhar (coze-se como com o dobro de água) e muito saboroso e nutritivo.

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  • 1 chávena de lentilhas castanhas ou verdes, secas
  • 1/2 chávena de trigo-sarraceno
  • 1 cebola, picada
  • 1/2 pimento vermelho, picado
  • 4 tomates maduros, cortados grosseiramente ou em polpa
  • 4 tomates secos, picados
  • Vinho branco (ou água) q.b.
  • 1 fio de azeite
  • 1 folha de louro
  • Pimenta q. b.
  • Orégãos q.b.
  • Sal q.b.

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  1. Demolhe as lentilhas e o trigo-sarraceno por, pelo menos, 4 horas.
  2. Coza o trigo-sarraceno em duas chávenas de água, durante vinte minutos e reserve.
  3. Pique a cebola e leve-a ao lume com um fio de azeite até ficar translucida.
  4. Junte os tomates e o pimento, partidos em pedaços médios.
  5. Deixe cozinhar 5 minutos e junte as lentilhas, o sal e a folha de louro.
  6. Deixe cozinhar as lentilhas durante 15 minutos, ou até estarem cozidas. Se necessário, vá acrescentando um pouco de água ou vinho branco, tendo o cuidado de não deixar demasiado líquido.
  7. Um pouco antes de terminar a cozedura, junte o trigo-sarraceno e envolve bem.
  8. Tempere com os orégãos e retifique o sal.

Sugestão: sirva com esparguete de courgete

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