papas de aveia com cacau e framboesas

Papas de aveia com cacau são o meu mais recente vício. Os pequenos-almoços deste inverno foram variando entre sopa (sopa, sopa, não é nenhuma sopa especial de pequeno-almoço) papas de aveia e panquecas ao fim-de-semana. Mas desde que descobri estas papas de aveia com cacau e, sobretudo, desde que experimentei fazê-las na bimby, este tem sido o preferido. Nunca tinha feito papas de aveia na bimby porque achava que não compensava estar a sujar o copo… até porque, tenho um mini tachinho/tijela que comprei especificamente para as papas (e também uso para a sopa), do tamanho ideal para uma dose. Mas a verdade é que não dá para resistir! As papas na bimby (e nas suas primas, claro) ficam tão, mas tão boas cremosas, que valem todo o esforço de rapar o copo com um salazar para conseguir tirar a papa que fica no fundo, e de o lavar todas as manhãs. Como é obvio, esta receita pode perfeitamente ser feita no fogão, mas se tiverem uma maquineta, não deixem de experimentar!
A primeira vez que juntei framboesas às papas com cacau não estava muito certa de que fosse gostar. Não pela combinação de sabores, que essa já sabemos que resulta sempre. O meu receio era de não gostar das framboesas quentes. Mas ainda bem que arrisquei! Ficam ma-ra-vi-lho-sas! Claro que, se não tiverem ou não quiserem juntar as framboesas, podem-se ficar só pelo cacau e garanto-vos que já terão um pequeno-almoço bem guloso!

Eu costumo misturar leite vegetal e água porque me parece que ficam mais equilibradas em termos de sabor e de consistência, mas podem usar só leite ou mesmo só água, dependendo do vosso gosto. Só com leite, ficam mais densas e só com água ficam mais… aguadas! 😀

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  • 1 tâmara (sem caroço)
  • 5 colheres de sopa de flocos aveia (50g)
  • 200 ml de leite vegetal (170g) (costumo usar leite de arroz)
  • 50 ml de água (50g)
  • 1 colher de sopa de cacau em pó
  • 1 punhado de framboesas (frescas ou congeladas)
  • coco ralado q.b.

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  1.  Comece por picar a tâmara em pedaços bem pequeninos (bimby, 10 segundos, vel. 6)
  2. Num tacho (ou no copo da bimby) junte a tâmara picada, o leite, a água, o cacau e os flocos de aveia.
  3. leve ao lume muito brando e deixe cozinhar, mexendo frequentemente até as papas ficarem cremosas (bimby, 90º 8 minutos, vel.1, Inverso)
  4. Finalmente junte as framboesas. Reserve algumas para servir cruas. leve novamente ao lume brando,  mexendo sempre durante 1 minutos ou até as framboesas amolecerem (bimby, 1 minuto,  90º, vel. 1, Inverso).
  5. Sirva as papas bem quentinhas, polvilhadas com o coco ralado e com as framboesas reservadas.

migas “fingidas” de grelos e quinoa

As migas são diferentes em todo o lado. Isso aprendi eu por experiência própria, em restaurantes por este Portugal afora! Era sempre com grande expectativa que aguardava o meu prato de migas, porque nunca sabia o que me ia calhar. Agora, como faço várias perguntas antes de pedir comida nos restaurantes, isso já não costuma acontecer…

De um modo geral, todos os pratos de migas têm dois elemento em comum: alho e pão. O tipo de pão é que pode variar, mas todas as migas que eu comi tinham pão (sei que há de batata, mas essas nunca me calharam).

Em casa também faço muitas vezes migas. Ou estas (normalmente com pão) ou de feijão frade, broa e couve. Quer umas, quer outras, são muito práticas e rápidas de fazer (desde que tenhamos o feijão já cozido) e dá para termos os elementos previamente feitos (podem ser congelados) e juntar tudo no wok na hora de servir.

Estas têm a particularidade de não terem pão mas sim quinoa, no seu lugar. É uma óptima alternativa, sobretudo para quem quer cortar no pão ou prefere uma opção sem glúten.

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  • 200g de grelos (já arranjados)
  • 2 chávenas de feijão branco cozido
  • 1 chávena de quinoa
  • 2 dentes de alho
  • água q.b. (aproveite a água de cozer os grelos)
  • 1 bom fio de azeite
  • sal q.b.
  1. Comece por lavar muito bem a quinoa, num coador de rede fina ou em várias águas.
  2. Coza a quinoa com 2 chávenas de água e uma pitada de sal, durante 20 minutos.
  3. Noutro tacho, leve os grelos a cozer em água fervente, durante 7 a 10 minutos.
  4. Pique os dentes de alho e leve-os a estalar com um fio de azeite. Junte o feijão branco cozido e mal escorrido.
  5. Deixe aquecer o feijão, mexendo sempre, antes de juntar os grelos já cozidos.
  6. Finalmente, junte a quinoa cozida e 1a 2 chávenas de água (de preferência, a de cozer os grelos).
  7. Vá mexendo de modo a ficar tudo bem misturado e até ter a consistência desejada. As migas não devem ficar em papa, mas todos os ingredientes devem estar todos bem ligados.

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mac & “cheese” de batata-doce e caju

Um molho de “queijo” para massa vegan e saudável e ainda por cima bom? Juro que é possível.

Mac & cheese, massa com queijo, para falar português, foi dos últimos pratos não vegan que fiz e que comi e foi também dos primeiros que procurei veganizar. Mas o meu mac & cheese era sempre no forno, tanto o vegan como o original. Este foi o primeiro que fiz sem ir ao forno e da primeira vez que o fiz, duvidei bastante do resultado final. Depois de cozer os legumes, parece que vamos comer massa com sopa. Mas não não há o que temer: a levedura e os cajus mudam tudo!

O sabor a queijo é dado pela levedura nutricional que, felizmente, já se consegue encontrar com alguma facilidade em Portugal. Durante muito tempo em todas as receitas que tinham levedura nutricional (nutricional yeast), substituía por levedura de cerveja. Pode fazer o mesmo nesta, mas nem o sabor nem as propriedades nutricionais são tão boas. Pode ver aqui uma explicação sobre as duas. A levedura nutricional, de seu nome original Saccharomyces cerevisiae, não é mais do que um fungo, bastante rico em proteínas e aminoácidos essenciais e vitaminas. Por ser muito procurada por quem não consome produtos de origem animal, e muitas vezes enriquecida com a famosa vitamina  B12. Na cozinha vegana é usada muitas vezes para imitar o sabor a queijo em inúmeras receitas. Fica muito bem polvilhada em cima de quase tudo!

Em relação à massa, cada um escolhe a que quer. Eu, neste caso, opto mesmo pela velha (e boa) massa de trigo (branca). Eu sei que há outras mais saudáveis e tal, mas não há massa integral nem de outros cereais que me seja tão “massa”, sobretudo quando se quer que a massa “agarre” bem o molho. Pelo menos, sei que não sou a única! Independentemente do tipo de massa que escolher, prefira formato tipo cotovelo ou macarrão já que são estes os que melhor retêm este tipo de molho.

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1 batata-doce média

1 cebola média

1 dente de alho

2 cenouras médias

2/3 de chávena de cajus

1/3 de chávena de levedura nutricional

1 fio de azeite (opcional – ver passo 3)

2 chávenas de água (mais a necessária para cozer a massa)

1 pitada de sal

1 c. de café de pimenta de caiena

1  c. de chá de mostarda de dijon

1 pitada de curcuma ralada (ou açafrão das índias em pó)

Cebolinho picados para finalizar, q.b. (opcional)

500g de massa tipo cotovelos (ou semelhante), da sua preferência.

 

  1. Comece por colocar os cajus a demolhar (devem demolhar, de preferência meia hora).
  2. Descasque as batatas, a cebola, as cenouras e o alho. Corte em cubos grosseiros.
  3. Num tacho (ou no processador que coze e tritura ;-)) coloque os legumes com um fio de azeite. Deve ao lume e deixe saltear um pouco (bimby, 5 minutos, 100o, vel.1). Este passo é opcional, mas faz diferença no resultado final, em termos de sabor.
  4. Junte 2 chávenas e deixe os legumes cozerem por cerca de 15 minutos (bimby, 5 minutos, 100o, vel.1).
  5. Entretanto coza a massa conforme as instruções do pacote.
  6. Triture tudo com a varinha mágica ou no liquidificar (bimby, 30 segundos, vel. 7)
  7. Junte os cajus (escorridos), a levedura nutricional e os temperos. Volte a triturar até obter uma mistura bem cremosa e homogénea (bimby, 30 segundos vel 8 + 10 segundos vel. 10).
  8. Escorra a massa e misture o molho.
  9. Sirva de imediato salpicado com o cebolinho.

Nota: Esta quantidade de molho dá para cerca de 500g de massa, servindo cerca de 6 pessoas. No entanto, pode ser perfeitamente congelado em doses individuas (ou na quantidade que preferir) e na hora de comer é só descongelar e aquecer o molho e cozer a massaimg_1173

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salada de grão e beldroegas com pêssego

 

Fiz esta salada já no início de Agosto mas como, felizmente, este Verão continua no pico e continua a época dos tomates e das beldroegas, ainda vão bem a tempo de experimentar este prato fresquinho e colorido.

Para quem não conhece, as beldroegas são ervas geralmente chamadas daninhas mas que, na verdade, são super ervas: muito ricas em ómega 3, vitaminas a, b e c e minerais. O facto de serem ervas “daninhas” neste caso é uma vantagem. Não precisam de ser cultivadas porque crescem espontaneamente e não dão trabalho nem despesa. Para quem não tem acesso a terras cultivadas, pode encontra-las em lojas de produtos biológicos e alguns supermercados.

Só as provei pela primeira vez no ano passado. Como não tinha a certeza se as sabia identificar, guardei uma fotografia da Internet no telemóvel e fui procurá-las na horta da minha mãe. Percebi que são a coisa mais fácil de encontrar no verão, nos campos cultivados: há em por todo o lado e crescem desalmadamente!

Para quem, como eu, as colhe da terra, tenho de avisar que dão um bocado de trabalho a preparar e lavar porque as folhas são miudinhas e ficam muito junto à terra. Cada vez que trago um molho de beldoregas para casa, já sei que vou ter uma grande empreitada com a barriga encostada na banca. Mas depois de tudo arranjado, acho sempre que valeu a pena o sacrifício! Uso-as em sopas, saladas, estufados e salteados… são umas ervinhas muito versáteis!

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  •  3 chávenas (cerca de 400g) de grão cozido e escorrido
  • 3 chávenas (cerca de 75g) de beldroegas  (folhas e caule tenros)
  • 200 de tomates maduros (do tipos que preferirem)
  • 1/2 chávena de sementes de abóbora
  • 2 pêssegos (podem ser substituídos por outra fruta.
  • Folhas de manjericão q.b.

 

para o vinagrete

  • 1 punhado de folhas de manjericão (ou hortelã)
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1/2 limão (só o sumo)
  • 1 pitada de flor de sal

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  1. Escolha e lave bem as beldoregas.
  2. Lave os pêssegos e os tomates e corte-os em pedaços
  3. Numa saladeira ou taça grande, junte o grão, os pêssegos, as beldroegas e as sementes de abóbora e o manjericão.
  4. Regue com o vinagrete e mexa delicadamente

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  1. Com uma tesoura, corte as folhas de manjericão em tiras bem fininhas.
  2. Junte todos os ingredientes num frasco, coloque a tampa e agite bem!

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Bolonhesa de lentilhas e trigo-sarraceno

Cá em casa somos muito fãs de bolonhesas e, mais ainda de lentilhas. Bolonhesa de lentilhas é um prato habitué . Sirvo-as com puré, com arroz, com massa e, quando tenho courgetes frescas, gosto muito de as servir com o esparguete de courgete. Mas achava que faltava ali um elemento para o prato ficar mais completo… Não sei como me lembrei disto, mas comecei a juntar trigo-sarraceno às lentilhas! E não é que fica para lá de bom? A bolonhesa fica com uma textura melhor e o prato fica bem mais nutritivo!

O trigo-sarraceno, ao contrário do que diz o nome, não é trigo. Nem sequer é um cereal. Na verdade, ele é uma semente e é classificado como pseudo-cereal uma vez que se cozinha e tem a aparência de um cereal. Sendo isento de glúten, é um grande amigo de quem é alérgico  ou intolerante a esta proteína.  Pode ser usado como se fosse um arroz, pode ser transformando em farinha ou em papa (como a aveia).

Uma das principais características do trigo-sarraceno é a sua capacidade de diminuir o mau colesterol e favorecer o bom! Além disso, ajuda também a proteger o sistema cardio-vascular e a prevenir diabetes. O melhor de tudo, é que é muito prático de cozinhar (coze-se como com o dobro de água) e muito saboroso e nutritivo.

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  • 1 chávena de lentilhas castanhas ou verdes, secas
  • 1/2 chávena de trigo-sarraceno
  • 1 cebola, picada
  • 1/2 pimento vermelho, picado
  • 4 tomates maduros, cortados grosseiramente ou em polpa
  • 4 tomates secos, picados
  • Vinho branco (ou água) q.b.
  • 1 fio de azeite
  • 1 folha de louro
  • Pimenta q. b.
  • Orégãos q.b.
  • Sal q.b.

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  1. Demolhe as lentilhas e o trigo-sarraceno por, pelo menos, 4 horas.
  2. Coza o trigo-sarraceno em duas chávenas de água, durante vinte minutos e reserve.
  3. Pique a cebola e leve-a ao lume com um fio de azeite até ficar translucida.
  4. Junte os tomates e o pimento, partidos em pedaços médios.
  5. Deixe cozinhar 5 minutos e junte as lentilhas, o sal e a folha de louro.
  6. Deixe cozinhar as lentilhas durante 15 minutos, ou até estarem cozidas. Se necessário, vá acrescentando um pouco de água ou vinho branco, tendo o cuidado de não deixar demasiado líquido.
  7. Um pouco antes de terminar a cozedura, junte o trigo-sarraceno e envolve bem.
  8. Tempere com os orégãos e retifique o sal.

Sugestão: sirva com esparguete de courgete

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“Bifinhos” de pleurotus com natas

Os cogumelos pleurotus não são propriamente uma novidade cá em casa. Em tempos cultivei até um grande fardo deles! Infelizmente na altura não tinha ainda descoberto a enorme potencialidade destes fungos feiosos. Além de serem uma boa fonte de proteínas, fibras solúveis e terem baixo teor de gordura, os pleurotus têm uma textura e até um aspecto idênticos à carne de frango. Podem ser usados em pratos onde tradicionalmente se usa frango: canja, arroz, grelhados e, my favorite, “bifinhos” com natas e…cogumelos!

Já tinha feito algumas vezes um molho de cogumelos salteados com natas. A diferença é que agora os cozinho primeiro até ficarem dourados, como se faz com os bifes. Isso faz muita diferença. Ficam mais saborosos e com uma textura muito mais interessante.

Podem servir com o acompanhamento que preferirem mas, desculpem a sugestão, na loucura, experimentem com batatas fritas!

  • 200 g de cogumelos pleurotus
  • 180g de cogumelos brancos, laminados
  • 1 fio de azeite
  • 1 ou 2 dentes de alho
  • sumo de meio limão
  • 1 pitada de tomilho
  • 1 pitada de sal
  • 1 pacote de natas vegetais (usei de soja)
  • cebolinho q.b. (opcional)

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  1.  Numa frigideira, aqueça um fio de azeite com os dentes de alho laminados.
  2. Coloque os pleurotus na frigideira, de modo a que fiquem o mais espalmados possível.
  3. Tempere com umas pedrinhas de sal e deixe cozinhar em lume médio, pressionando os cogumelos com uma espátula ou um garfo contra o fundo da frigideira. Vire-os e deixe-os cozinhar igualmente do outro lado.
  4. Retire-os da frigideira, regue com o sumo de limão e reserve.
  5. Na mesma frigideira, coloque os cogumelos brancos e deixe-os saltear até ficarem murchos. Tempere o tomilho.
  6. Junte as natas, tempere com um pouco de sal, mexa e deixe cozinhar as natas até ficarem espessas.
  7. Junte os pleurotus reservados e os sucos que largaram entretanto.
  8. Reduza para o mínimo e deixe ao lume só até os pleurotus aquecerem bem.
  9. Salpique com o cebolinho picado antes de servir.

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salada morna de quinoa com vegetais assados e feijão mungo

Não deixei de cozinhar, muito menos de comer. E nem de tirar fotografias do que vou fazendo. Tenho dezenas, ou mesmo centenas de fotografias de comida no telemóvel! Mas os dias vão passando e eu sem publicar nada… Estas fotografias já têm mais de um mês mas já voltei a fazer saladas idênticas a esta e achei que era uma pena não partilhar esta sugestão.

Todos os anos trago para casa pelo menos duas abóboras ENORMES! Por norma, uma delas acabava em doce e a outra em pedaços congelados para ir juntando às sopas. Este ano preferi fazer só um bocadinho de doce (para não acabar com a tradição) e tive de dar largas à imaginação para dar destino aos quilos de abóbora que restaram. Como ando preguiçosa na cozinha e tempo também é coisa que não me tem sobrado ultimamente, procurei receitas simples e o mais práticas possível.

Foi a esse propósito que saiu este assado de legumes (e esta é apenas uma amostra porque fiz uma grande quantidade que repousa em pequenas doses no congelador). Na verdade, o assado fica bem com todos os legumes “carnudos” e tubérculos. É uma questão de aproveitar o que há disponível mas, é uma ótima forma de usar aquelas aboboras que são menos saborosas porque vão ganhar o sabor dos temperos e dos outros legumes. 

Obviamente, tenho o congelador cheio de tupperwares com a etiqueta “legumes assados”!

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  • 2 chávenas de quinoa vermelha
  • 150g de abóbora
  • 1 cenoura grande
  • 1 batata-doce
  • 1 chávena de feijão mungo cozido (ou germinado)
  • 1 dente de alho
  • azeite q.b.
  • tomilho q.b.
  • 1/2 limão (sumo e casca)
  • sal q.b.
  • 1 colher de chá mostarda de dijon
  1. Descasque e corte em cubos a abóbora, a cenoura e a batata doce (a batata-doce roxa, não precisa de ser descascada).
  2. Coloque os legumes num tabuleiro de forno, junte um dente de alho esmagado e regue generosamente com um fio de azeite.
  3. Tempere com sal e tomilho.
  4. leve ao forno aquecido a 180º e deixe assar cerca de 40 minutos. O tempo pode variar, dependo do tamanho dos cubos de legumes, por isso, vá verificando.
  5. Entretanto, coza a quinoa, bem lavada, num tacho com o dobro de água temperada com sal e casca de limão.
  6. Quando a quinoa estiver cozida e os legumes assados, junte tudo numa saladeira.
  7. Acrescente o feijão mungo. Se usar o feijão germinado, é melhor juntar depois de esfriar um pouco, para não ficar murcho.
  8. Antes de servir, regue com sumo de limão e tempere com uma colher de  chá de mostarda de dijon.
  9. Mexa de modo a todos os ingredientes ficarem bem envolvidos.

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Panquecas de coco e cenoura

O bolo de coco e cenoura do livro Cozinha Vegetariana para Quem Quer Poupar, da Gabriela Oliveira é um dos favoritos, de todos os tempos, cá em casa! O livro apresenta a versão com e sem glúten. Como tenho tentado cortar na farinha de trigo, que adoro, tenho dado preferência à versão sem glúten, feita de farinha de milho e de arroz!

O meu truque para usar mais este tipo de farinhas é tê-las sempre à mão. Como normalmente as faço em casa, tinha tendência para fazer só na hora e a quantidade que queria usar. Acabava por usar muitas vezes a farinha de trigo por estar mais à mão e ser mais prática (e barata). Agora tenho optado por moer uma boa quantidade de aveia, arroz, trigo-sarraceno, etc… e guardar em frascos, de modo a ter sempre um bom leque de farinhas prontas a usar.

Voltado ao bolo de cenoura, aconselho mesmo a experimentarem a versão original do livro, porque é de babar! O que me acontece ás vezes é que não quero esperar pelo tempo de cozedura e de arrefecimento (que é a parte chata dos bolos)… A solução que encontrei foi basear-me na receita original e fazer uns bolinhos na frigideira que é como quem diz, umas panquecas, prontas em poucos minutos e super deliciosas! As alterações que fiz foram sobretudo nas quantidades e incorporei também o sabor da laranja (que no bolo vem da calda) na própria massa. Como ficam doces e ligeiramente húmidas, não acompanhei com mais nenhum xarope nem doce. Não precisam de mais nadinha!

  • 1/2 chávena de farinha de milho
  • 1/4 de chávena de farinha de arroz
  • 1 c. de café de fermento
  • 1/2 chávena de coco ralado
  • 1/4 de chávena de óleo de coco (ou de girassol) + 1 pouco para a frigideira
  • 1/2 laranja (sumo e raspa)
  • 1/4 de chávena (ou menos) de açucar mascavado, de coco ou outro adoçante à escolha
  • 1/2 chávena de leite vegetal
  • 1 cenouraIMG_0202
  1. Numa tigela, misture o leite, o sumo de laranja e o óleo (se o óleo de coco estiver muito sólido, aqueça-o um pouco para derreter). Deixe repousar enquanto prepara o resto da receita
  2. Numa taça grande, misture as farinhas, o açucar, o fermento e o coco e a raspa de laranja.
  3. Rale a cenoura, finamente.
  4. Junte os líquidos à taça das farinhas e misture bem, com uma vara de arames.
  5. Por fim, junte a cenoura ralada e misture bem.
  6. leve ao lume uma frigideira, com uma colher de chá de óleo de coco.
  7. Quando a frigideira estiver quente, coloque colheradas de massa e deixe deourar de ambos os lados.
  8. Sirva de quentes ou frias.

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Sopa de Miso

Quando li este post no Not Guilty Pleasure, pensei que poderiam ser palavras minhas, quase sem tirar nem pôr, com a diferença de que a primeira vez que provei sopa de miso foi mesmo em casa! Por isso, não tenho muito mais a dizer…

Acrescento só que esta é a minha receita “limpa frigoríficos” preferida e que nunca me saiu mal, independentemente dos ingredientes que uso. Esta versão que partilho aqui foi uma das minhas preferidas! Tenho-a feito várias vezes porque preciso de comer mais algas e esta é a umas das minhas maneiras preferidas de o fazer!

Há muitas variedades de miso, de arroz integral, cevada… Qualquer uma fica bem, mas como umas são mais salgadas e mais intensas do que outras, é melhor começar por usar uma quantidade menor e acrescentar mais, se for o caso. Regra geral, diria que uma colher de sobremesa por prato é uma boa medida mas é mesmo uma questão de ir experimentando… Também aconselho a não temperar, à partida, com sal. Se, depois de juntar o miso, acharem que ainda precisa, podem acrescentar umas pedrinhas de flor de sal. Mas vão com calma, porque o miso já é salgado!

O miso é um ingrediente caro, mas um bom investimento. Usa-se pouco de cada vez, dura imenso tempo no frigorífico e é muito prático e delicioso! Se ainda não experimentaram, aproveitem a onda de desintoxicação alimentar que costuma pairar no ar em Janeiro, para o fazer.

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  • 1/2 alho francês
  • 1 cenoura média
  • 1 coração de couve lombarda ou três ou quatro folhas maiores
  • 4 a 6 cogumelos shitake
  • 1 pedaço de alga wakame
  • 600 ml de água
  • 2 colheres de sobremesa de miso
  • 1 fio de azeite
  • 1 pitada de flor de sal (opcional)
  1. Comece por partir em pedacinhos e colocar a alga numa tigela de água, para hidratar (deixe cerca de 15 minutos).
  2. Corte todos os vegetais do tamanho que preferir (como não vai fazer puré, é uma questão de gosto).
  3. Numa panela, coloque o alho francês e a cenoura com um fio de azeite, e deixe alourar um pouco.
  4. Junte a água e, quando estiver a ferver, junte os restantes legumes e a alga hidratada.
  5. Deixe cozinhar 15 minutos ou até os legumes estarem tenros.
  6. No final, retire para uma tigela um pouco de água da cozedura e dissolva o miso. Junte o miso dissolvido à sopa. O miso não deve ser fervido, por isso é importante juntar só no fim da cozedura.
  7. Prove e retifique os temperos, se necessário.

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